Sempre invejei os faladores.
Sempre tive admiração por aquelas pessoas que nasceram com a habilidade especial de conseguir escolher as palavras certas e as pronunciarem corretamente, uma atrás da outra, formando frases compreensíveis, pronunciadas rapidamente, expressando exatamente o que se pensa e sente.
Ufa!
Eu nunca fui boa em falar. E desde que eu me lembro, prefiro as palavras escritas.
As coisas mais importantes que eu poderia ter dito até hoje saíram em folha de papel.
Não sei. Meu coração não se dá muito bem com o meu mecanismo de fala na hora de expressar meus sentimentos.
É complicado pra mim. Eu engasgo. Eu fico olhando pros lados. Eu esqueço o que queria dizer. E acabo não dizendo nada com nada.
Não venha falar de coisas complicadas comigo se estiver com pressa. Vou demorar pra responder. Ficar parada olhando pro horizonte, pensando, pensando. Procurando uma maldita frase que possa se encaixar com o momento. E talvez nem responda algo decente no fim.
Sempre fui meio frustrada com isso. Com essa minha falta de capacidade de formar frases orais em horas delicadas.
Até certa vez que li, em algum lugar mundo afora, que não basta ouvir o que as pessoas dizem, temos de ouvir o que elas talvez nunca venham a dizer.
Poxa. É verdade.
Existem coisas que talvez nunca digamos. Coisas que não cabem em palavras.
São mais de 356 mil delas, disponibilizadas pela Língua Portuguesa, insuficientes, para tudo o que meu coração quer dizer.
Palavras não bastam.
Deve ser por isso que inventaram a música, que inventaram a arte, que inventaram a lágrima.
O coração é um universo à parte que não pode falar por si só. Não há quem diga exatamente o que ele quer.
As mensagens muitas vezes vêm confusas. Porque o coração é confuso.
Dizer pode ser dizer errado. Falar muito pode ser falar nada. As palavras não precisam nem significar exatamente aquilo que se entende. Você pode levar muito a sério o que alguém fala só da boca pra fora.
Palavras são boas, mas não dizem tudo.
As ações falam muito, os sorrisos, os abraços, os olhares. E o silêncio, às vezes, fala mais.
É preciso ouvi-los.
Não tenho esperança alguma de que eu vá me transformar em uma revelação da oratória.
Mas quanto a ouvir, bem, ando querendo ouvir mais.
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Quem sou eu
- Drika
- se meu coração pudesse falar tenho certeza de que ficaria calado. e suas palavras todas sairiam rabiscadas em folhas de papel.
Ameeeeeeei, me identifiquei horrores!!!
ResponderExcluirMas hoje em dia tem vezes que as pessoas tem que me mandar calar a boca. Tô aprendendo a equilibrar agora, escrever e falar o suficiente e deu. Tem coisa que é só pra ser pensada e sentida mesmo.
;) Parabéns pelo post! Bjos!!!!
Amiga... me surprendendo como sempre a cada post.
ResponderExcluirE para contribuir..
No fim das contas.. a verdadeira comunicação está na sutileza do toque.. no ar do suspiro.. na profundeza do olhar..e pq não da simples palavra não dita.
muito obrigada, meninaas! =D
ResponderExcluirque bom que gostaram.
fiz o post pensando em mim, que tem mania de achar que todo mundo diz exatamente o qe quer dizer heheh
beijããão pra voces!
boa semana!
Linguagem e forma de se expressar são coisas bem interessantes. Como variam de uma pessoa para outra, né?
ResponderExcluirTem uns que gostam de falar mais, e outros preferem escutar. Sinto que faço mais parte do segundo time, mas admiro os faladores e gostaria de aprender mais com eles.
Na verdade, acho que o mundo seria muito melhor se nos comunicássemos por telepatia. Economizaríamos em ligações e entenderíamos melhor um ao outro. Também pouparíamos dinheiro com os cursos de idioma! Quem sabe isso um dia aconteça?
É verdade! hehehe, facilitaria muito a vida e vááários problemas de comunicação teriam solução!
ResponderExcluirDrikaaa amei o post! cada vez melhor! :)
ResponderExcluirPalavras nao bastam!
muitoo obrigada, querida!! muito bom ter um comentário teu aqui! =*
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