quinta-feira, 23 de setembro de 2010

papo de banheiro

Festa cheia. Perninhas apertadas. Você já nem dança mais. Fica lá, encolhida e depressiva esperando na maldita fila do banheiro.
Você tenta evitar. Finge que não é com você. Tenta mostrar quem é dona de quem. Tudo em vão.
Hora de ir ao banheiro passa a ser, portanto, hora de reflexão.
Claro. Afinal você vai ficar tempo o bastante na fila para relembrar os melhores momentos, pensar nas suas decisões, fazer um balanço geral da festa, quem sabe até rever problemas mais profundos.
20 minutos parecem horas pra uma bexiga cheia. *$%*@/!#uepariuuuu!
Ai, mulher demora muito! É muita roupa, é muita coisa pra tirar do lugar e depois colocar de volta. Eu sei.
E enquanto rola o seu martírio, logo ali ao lado você observa um fluxo descongestionado de homens indo e vindo do banheiro. Sem estresse. Sem cara feia. Sem fila. Uma maravilha.
Chega a dar inveja da praticidade que a anatomia masculina proporciona nessas horas.
Mas não adianta.
As dimensões de um banheiro feminino vão muito além das filas e cabines. E toda mulher sabe.
Um banheiro feminino é muito mais que um banheiro. Está mais para um universo paralelo dentro de uma festa, bar, restaurante ou estádio de futebol.
É como se uma energia do além envolvesse os – não necessariamente – corpos alcoolizados destes seres e os inserisse em um mundo de fofocas, risadas, intrigas, confissões, revelações, fraternidade e compaixão. Tudo à flor da pele. Misturado. Explodindo.
É muita coisa. Você nunca sabe o que esperar.
Muitas decisões são tomadas em um banheiro, muitos destinos são traçados ali. É verdade. Eu juro! As conversas mais sérias e decisivas acontecerão entre cabines de compensado descascado e pintado de errorex .
E já que você vai ficar horas esperando, é melhor ir acompanhada de sua amiga. Você precisa de alguém pra te apoiar, pra ouvir suas lamentações, pra falar sobre menstruação atrasada, orgasmos falsos, escova progressiva, desilusões amorosas, etc., etc., etc.
O nosso banheiro foi inventado para que pudéssemos extravasar, libertar nossas emoções repreendidas. É um local de aprendizado, de troca, de crescimento.
Não é só ir fazer xixi. É um lugar mágico que transforma estranhas em confidentes, jogadoras adversárias em jogadoras do mesmo time. Ou o contrário.
Todas ali tem alguma coisa em comum, alguma história pra contar, coisas a descobrir.
Cada coisa que a gente ouve!
Fazer o quê.
Enfrentar esse tipo de problema vem junto com o pacote feminino que a vida distribui. Isso e mais um monte de coisa boa.
A gente até que passa trabalho.
Mas a-zaaa-rrr. A diversão acaba compensando. =) 

3 comentários:

  1. Finalmente a loira conseguiu postar um comentário!!! Com a ajuda de quem??!! Afeeeeeeeee(sem comentários).
    Mas quero te dizer mais uma vez (não fique convencida) que vc. escreve muito bem!!!!(existe uma bela veia jornalística...além de publicitária!!!).
    Beijos!!!

    ResponderExcluir
  2. Escreve muito bem Drika, parabéns.
    Tenho certeza q este post foi criado após uma West. hauhauhauahuahuahuhauuha
    bjão.

    ResponderExcluir
  3. ahh bitoo, valeu o elogiiio! e tu acertou em CHEIO! hauhauha, banheiro da west renderia mto mais historia heheheh

    ResponderExcluir

Quem sou eu

Minha foto
se meu coração pudesse falar tenho certeza de que ficaria calado. e suas palavras todas sairiam rabiscadas em folhas de papel.

Seguidores