'Se passado ajudasse, ele estaria do seu lado e não lá atrás.' Já twittava o @famousphrases – William Shakespeare, citando Marcio Kühne.
Meus olhos quase deixaram escapar.
Mas voltei. Li de novo.
Tive que ler mais uma vez. E meu coração voou solto por cima desses anos todos que me guiaram até aqui.
Olhei pro lado, então. Pro outro. E quando percebi estava dando uma volta ao redor de mim mesma, admirando tudo o que o passado me ajudou a construir.
Com todo respeito à sua opinião, Sr. Marcio, vou discordar. Passado ajuda, sim.
Ajuda a ver melhor, a escolher melhor, a tentar melhor. Ajuda. Ensina. Faz crescer.
Águas passadas não movem moinhos, eu sei, eu sei. Mas gosto de olhar pra trás, vez ou outra, pra perceber o quanto de mim deixei pelo caminho e as partes novas que brotaram aqui.
Foi tanta coisa que ficou. Tanta coisa que se vive e sente e se esquece com essa mania maldita de se preocupar com o futuro o tempo todo.
Eu gosto de lembrar. De rir sozinha, de chorar de saudade.
As músicas que eu não gosto mais, os filmes que eu já vi, os lugares que visitei, as conversas que tive e as que não tive também, os amigos com os quais não falo mais, os gostos que mudaram, os professores, a moda ultrapassada, meus estranhos cortes de cabelo, as cartinhas de amor, as dores. As pessoas que eu detestava e que hoje amo, as pessoas que eu amava e hoje detesto.
Pronto. Passou. Não quero ficar presa lá. Só dar uma passadinha. Acompanhar minha evolução. E depois rir de tudo.
Cada escolha e cada renúncia foram peças essenciais na construção do meu tão incompleto quebra cabeça.
Tudo de bom ou ruim que ficou lá atrás serviu pra me fazer eu mesma. Melhor, pior. Diferente.
Mais feliz. =)
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
dor que dói
Ela chega e se instala, sem nunca ser convidada.
Ela se amarra no seu coração e te puxa pro fundo, como uma âncora.
Deixa ele apertado. Sufocado.
Você sente ele rasgando, se desfazendo. Até desmanchar. Até chegar aos olhos, esparramada. Até dominar todo o seu corpo e deixá-lo sem compasso.
Você só vê preto e branco.
Você sorri, participa, se envolve. Tudo isso enquanto sangra. Enquanto arde em brasa. Agonizando.
Agora ela é dona dos seus sorrisos, dos seus olhares, das suas vontades.
Você luta. Você tenta salvar seu coração despedaçado. Joga bons filmes, boas companhias, música alta, praia e um pôr-do-sol lá pra dentro, como se fosse um liquidificador. Bate tudo. E toma. Num gole só.
Espera um pouquinho pra ver se passa.
Não passa.
Ela continua lá. Cravada em você. Insistindo em te torturar.
E você luta mais. Você sai. Você tenta rir. Tenta esquecer. Tenta expulsar aquela maldita sensação. Aquela dor desgraçada.
Mas não adianta!
Você fica exausto. Frustrado. Em desespero.
Maluco.
Dói tanto que você nem lembra mais quem era antes de se sentir assim.
E sabe o quê? Não importa o que você faça. Ela decide quando vem e quando vai.
Não está nem aí pra você. Idiota.
E então você se pergunta se desistir não cansa menos.
Talvez.
Então deixa que venha quando vier. Acolha-a com gentileza quando bater à sua porta. Deixe que se espalhe. Deixe que ela permita que você se permita sentir um pouco de dor. Para que você se sinta vivo. Para que aquilo que dói ali dentro se dissolva e possa então ir embora.
Aceite a dor. Curta tudo o que vier com ela. E depois deixe ir.
Porque ninguém pode ser feliz o tempo todo. Ninguém tem que ser feliz o tempo todo.
Recolha-se. Não fique aí fazendo o que os outros gostariam que você fizesse pra se livrar da melancolia.
Dá um tempo.
Quer chorar? Então chora.
Quer gritar? Grita.
Soquear uma parede? Vai lá.
Só não força um sorriso. Porque eles virão, sinceros e puros, a seguir.
Ela se amarra no seu coração e te puxa pro fundo, como uma âncora.
Deixa ele apertado. Sufocado.
Você sente ele rasgando, se desfazendo. Até desmanchar. Até chegar aos olhos, esparramada. Até dominar todo o seu corpo e deixá-lo sem compasso.
Você só vê preto e branco.
Você sorri, participa, se envolve. Tudo isso enquanto sangra. Enquanto arde em brasa. Agonizando.
Agora ela é dona dos seus sorrisos, dos seus olhares, das suas vontades.
Você luta. Você tenta salvar seu coração despedaçado. Joga bons filmes, boas companhias, música alta, praia e um pôr-do-sol lá pra dentro, como se fosse um liquidificador. Bate tudo. E toma. Num gole só.
Espera um pouquinho pra ver se passa.
Não passa.
Ela continua lá. Cravada em você. Insistindo em te torturar.
E você luta mais. Você sai. Você tenta rir. Tenta esquecer. Tenta expulsar aquela maldita sensação. Aquela dor desgraçada.
Mas não adianta!
Você fica exausto. Frustrado. Em desespero.
Maluco.
Dói tanto que você nem lembra mais quem era antes de se sentir assim.
E sabe o quê? Não importa o que você faça. Ela decide quando vem e quando vai.
Não está nem aí pra você. Idiota.
E então você se pergunta se desistir não cansa menos.
Talvez.
Então deixa que venha quando vier. Acolha-a com gentileza quando bater à sua porta. Deixe que se espalhe. Deixe que ela permita que você se permita sentir um pouco de dor. Para que você se sinta vivo. Para que aquilo que dói ali dentro se dissolva e possa então ir embora.
Aceite a dor. Curta tudo o que vier com ela. E depois deixe ir.
Porque ninguém pode ser feliz o tempo todo. Ninguém tem que ser feliz o tempo todo.
Recolha-se. Não fique aí fazendo o que os outros gostariam que você fizesse pra se livrar da melancolia.
Dá um tempo.
Quer chorar? Então chora.
Quer gritar? Grita.
Soquear uma parede? Vai lá.
Só não força um sorriso. Porque eles virão, sinceros e puros, a seguir.
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Quem sou eu
- Drika
- se meu coração pudesse falar tenho certeza de que ficaria calado. e suas palavras todas sairiam rabiscadas em folhas de papel.